Nego Moçambique – Todo o poder do funk
Carlos Albuquerque, para o RIO FANZINE
O Globo, 11 de marco de 2004 (data da apresentação do Nego Moçambique no 00, club do Rio de Janeiro)
Silêncio. Este é o “som” preferido de Jesus. Ou melhor, Marcelo de Jesus. Ficar na sua casa, em Brasília, sem ouvir nada, com o som desligado, é com ele mesmo.
- Só que agora estou namorando uma menina que adora e entende muito de música – diz ele. – Por causa disso, tenho ouvido muito dub, dancehall e até rock latino.
Beleza. Afinal, quando Marcelo pára de ouvir o silêncio e começa a fazer barulho, tudo muda de figura. A começar pelo seu nome. Marcelo de Jesus vira Nego Moçambique, músico e produtor, cultuado nas melhores pistas do Rio e de SP graças ao seu som funky até a medula, capaz de fazer milagres com qualquer cintura dura.
Querendo conferir, na base do São Tomé, de ver para crer, ouça o disco que leva seu nome no título (lançado esta semana pela novata gravadora Segundo Mundo). Ou vá – vá! – ao show que o cara faz hoje � noite, no 00 (Gávea), dentro da festa Volume, dos DJs Duda M e Nado Leal.
Mas fique ligado: Nego Moçambique não é DJ. Seu show é um típico Live P.A., no qual se apresenta usando um sampler e um teclado.
- Para esse show, estou fazendo algumas músicas novas, a maior parte num bpm mais lento, que é para as pessoas dançar
