Redução de Danos: GHB

Posted 11 months, 3 weeks ago at 10:38 am. 0 comments

ghb

O GHB (gama-hidroxibutirato) é um depressor do sistema nervoso central. Produzida em laboratório, tem outras versões análogas, como o GBL - gama butil-lactona, BD - 1,4 Butanodiol, GHV e GVL, que possuem estruturas químicas semelhantes e produzem efeitos similares, sendo usados como substitutos.

Embora o GHB e seus análogos tenham diversos usos na indústria, principalmente como solventes, o consumo humano não é permitido (exceto em raros casos, sob supervisão médica). A posse, guarda, venda ou doação de GHB está sujeita às penalidades previstas no código penal brasileiro e estas variam de contravenção a tráfico.

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em sua Resolução Colegiada RDC n0 18, de 28 de janeiro de 2003, classificou o GHB (Ácido gama-hidroxibutírico) como substância psicotrópica, na lista B1, sob o número 34, sendo utilizada apenas sob prescrição médica.

Além da utilização como droga recreativa, o GHB também é usado como estimulador do crescimento muscular, efeito que não foi comprovado cientificamente.

Os efeitos do GHB e análogos são os mesmos, sendo ainda mais intensos e realçados os seus efeitos depressores (o que significa maiores riscos de desmaios e parada cárdio-respiratória) quando associados ao álcool ou aos inibidores da protease (retro-virais anti-HIV), especialmente ritonavir e saquinavir.

Geralmente se apresenta em forma líquida e são ingeridos (via oral), misturados em água ou outras bebidas. As sensações causadas pelo GHB são semelhantes aos efeitos do ecstasy (apesar deste ser um estimulante e o GHB um depressor do sistema nervoso central), mas age mais rapidamente (de 10 a 30 minutos contra 30 a 90 minutos, no caso do ecstasy) e é mais potente.

Provoca, em pequenas quantidades, sensação de mais energia, bem-estar, euforia, relaxamento, aumento da confiança, desinibição, aumento da libido (desejo sexual), tonturas ou abrandamento do ritmo cardíaco.

Doses mais elevadas podem provocar efeitos negativos como agitação, alucinações, desorientação, sonolência, sedação, discurso incoerente, enjôo, dificuldade de concentração, dificuldade em focar a visão, perda de coordenação, relaxamento muscular, desmaio e morte.

Uma pessoa em overdose pode experimentar perda de consciência, sono ou sedação forte. Em casos mais graves, é possível o estado de coma e morte. A respiração pode abrandar até quatro ou seis inspirações por minuto.

Devido a efeitos como amnésia e incoordenação motora, os indivíduos que usam GHB ou seus análogos se tornam presas fáceis de assaltantes. Ele tem sido usado como “Boa Noite Cinderela”, por seu efeito anestésico que paralisa mental e fisicamente a vítima.

A sua dosagem ideal é difícil de ser estimada, face à variação de concentração em diferentes lotes e à relação peso corporal x quantidade ingerida, o que facilmente pode conduzir a perda de consciência e outros efeitos negativos.

O usuário deve procurar informar-se sobre a quantidade adequada, além de ingerir dissolvido em líquido, em pequenos e espaçados goles.

Cuidado ao compartilhar a droga já dissolvida. Você pode perder a noção da quantidade ingerida.

Os efeitos aparecem em torno de 10 minutos até uma hora após a ingestão e podem durar por cerca de 2 a 3 horas, com efeitos residuais até 24 horas. Apesar do mapeamento de possíveis mecanismos, não se conhecem os seus efeitos a médio e longo prazo sobre o organismo.

Nos EUA e Europa o GHB tornou-se a principal causa de comas relacionadas com drogas.

No Brasil existe um entendimento legal que imputa aos organizadores de eventos sociais (inclua nisto festas de aniversário a grandes casas nortunas) a responsabilidade pelos seus convidados por todo o momento de sua permanência. E assim guardando todas as proporções, os organizadores têm que dispor de pronto-atendimento para o socorro de pessoas que possam a vir se acidentar, beber demais, se drogar demais etc.

Atenção: Esta é uma campanha de Redução de Danos, uma estratégia que respeita a liberdade do indivíduo ao subsidiar suas escolhas. Seu objetivo não é apoiar ou incentivar o uso de substâncias ilícitas, e sim fazer com que as pessoas sejam informadas sobre que riscos correm e como diminuí-los.

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