Atendinite
Não deveria, mas fico feliz da vida quando sou bem atendido. Acho que bom atendimento tem que ser default. Gentileza gera gentileza, diz o profeta. Ou, endossa o mercado, bom atendimento proporciona a fidelização e reciprocidade dos clientes. Maus atendentes geram maus clientes, completo. Uma vez que, em alguns setores, não há mais para onde espantá-los.
Não posso deixar de comentar. Elogios, se merecidos, devem ser feitos em voz alta. Minha conexão de internet caiu hoje numa página da Brasil Telecom. Que informava que o problema estava com o acesso ao provedor, BR-Turbo. E orientava-me a contatá-lo. Segui a instrução. O (primeiro e único!) atendente me explicou o que provavelmente ocorrera e solicitou-me alguns passos para checagem e correção do problema. De modo simples e educado. E eficiente, pois o problema foi resolvido.
Não sei quanto a essa necessidade de alterar a senha do modem, mas meu problema imediato foi prontamente resolvido. Senti-me gratificado. Não deveria, penso. Talvez devesse me sentir simplesmente agradecido, uma vez que esse é – ou deveria ser – o procedimento padrão. Há uma sutil diferença aí. Como diz Henrique Cortez (em seu excelente artigo Cadê a tal Responsabilidade Social?): “preocupação com o respeito incondicional às pessoas e à legalidade… é obrigação mínima de qualquer empresa, mesmo as irresponsáveis.” Mas não tenho como esconder a satisfação de pensar que nem tudo está perdido. Seja isso causado pela lei, pela evolução natural ou pelo acaso.
Mal acabo de escrever o parágrafo acima, abro meu e-mail e lá está a resposta do Windows Live Messenger. A um problema que eu registrara no dia anterior. Uma atenciosa Erica, seja ela de carne e osso ou de silício, me responde, desculpa-se e descreve detalhadamente os procedimentos devidos. Santo Agostinho, o santo do dia, nos livra da ignorância e do mal(u) atendimento.
Caindo para mundinho do Orkut e das festas de música eletrônica de Brasília, mas ainda falando sobre respeito aos clientes, fiz, a La Diogo Mainardi, as considerações abaixo:
Apesar de utilizar-me do expediente do spam, eventualmente, para divulgar novos sets aqui no Function! (e sei que isso respinga em gente que nem se interessa por música eletrônica), cada vez mais, pessoas que eu não conheço colocam scraps em meu Orkut chamando para festas que não me interessam. Passei da idade de gostar de axé, forró e outros gêneros que façam aumentar demais a pulsação. No limite, gosto de techno. Eu – ainda – não bloqueei scraps de não amigos, mas não vai ter jeito…
Bem, se mantida a coisa entre amigos resolvesse, seria ótimo. Infelizmente não. Com o minimal saturado, a onda é maximizar. Os flyers estão cada vez maiores. O 5uinto começou com a moda. Cada flyer ocupa duas páginas. O Brasíla Open Air aderiu. Essa semana recebi um gi-gan-tes-co, de uma festa de rock no Espaço Galeria.
O 5uinto, não contente, multiplica-os. Na semana passada recebi dez. (ou seja, vinte telas de Orkut!). Descobri que os amigos “emprestam” as contas para que enviem os flyers. Se você, como eu, é amigo de todo esse microcosmo… durma com um barulho desse…
Se me procuro sempre em ser objetivo, atualizo meu mailing regularmente, preocupo-me com a forma com que minha mensagem vai ser recebida pelo outro… Espero que façam o mesmo. Canja de galinha pode até elevar o colesterol. Mas comedimento e bom-senso continuam não fazendo mal a ninguém.
PS – Preciso registrar também a diminuição do número de flyers no meu e-mail.


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