Ahmed

Francisco teve seu primeiro contato com as batidas eletrônicas em 1993, ainda muito jovem. A novidade chegou aos seus ouvidos através de uma fita cassete da Moving Shadow, a gravadora inglesa mais conceituada da era jungle. A paixão foi instantânea. Desde então, passou a procurar informações sobre as evoluções e estilos da música eletrônica e começou a fazer pequenas festas com amigos. A trilha sonora era mais eclética, passeando por diversas vertentes.
Alguns anos depois, bandas como Prodigy e Chemical Brothers chegaram às paradas de sucesso em todo o mundo. Influenciado pelo som desses artistas e por DJs como Mau Mau, Laurent Garnier, Jeff Mills, Derrick May e Dave Clarke, acabou apaixonado pelo techno. E passou a se dedicar exclusivamente ao estilo.
Longos anos de treino e discotecagem em pequenos eventos moldaram o gosto do DJ. A experiência adquirida deu a segurança que faltava para um passo maior: a partir de 2003, Francisco surgiu expressivamente na cena de Brasília como o DJ Ahmed. Sua proposta é a exaltação das pesadas batidas do techno, com destaque para as vertentes deep e funky, mas sempre com muito groove. Ahmed chama a atenção por sua técnica apurada e seu estilo diferenciado. Carisma e bom gosto são as principais características desse DJ que conquista o público a cada mixagem, com muita vibração.
Mas não para por aí: seus dez anos de estrada pediam um “algo mais”. Em 2004, Ahmed achou que já era hora de dar maior projeção ao seu trabalho e criou o projeto “Line Up”. A proposta chegou a quatro edições e misturava techno, drum’n bass e hip hop numa festa eclética e divertida. E nada de ficar só nisso: já era a hora de abrir mais espaço para o techno em sua vida – e na cidade. Ao lado dos DJs Rennó e Ricco, resolveu montar o núcleo “Fuckin’ Techno”. A festa foi a principal iniciativa dedicada apenas ao estilo entre 2004 e 2006. Nesse período, veio o reconhecimento nacional com passagens por clubs como A’Lôca e Susi in Transe e pela execução de seu set na rádio Nokia Trends. Além disso, Ahmed tocou nas edições de 2005 e 2006 da Love, um dos maiores festivais de música eletrônica de Brasília.
Em janeiro de 2006, Ahmed foi considerado pelo Correio Brasiliense, jornal de maior circulação do Distrito Federal, um dos destaques do techno na Capital Federal. A matéria foi intitulada “A nova geração do techno no DF”.
Com um som mais atual e sem perder o gosto por batidas cheias e subgraves, Ahmed só espera não perder o gás e continuar trabalhando para o crescimento da cena eletrônica. Se depender do trabalho dele, não vamos ter problemas – pelo menos aqui em Brasília.
Por Hélio Weirdo



