Brooks



Diego Soares começou sua vida com o pé direito, afinal, nascer no começo da década de 80 é um belo golpe de sorte para quem ia acabar no meio da música eletrônica. O electropop de bandas como Information Society e New Order e os hits de Michael Jackson foram determinantes na concepção do gosto musical do – então – garoto. Aos 10 anos, as influências sonoras levaram à compra do primeiro disco, o álbum “Pump Up the Jam”, do Technotronic.

Na época, Diego reunia os amigos pra dançar e já experimentava algumas brincadeiras com discos em dois famigerados aparelhos “três em um” da Gradiente. O caminho natural: aos 16 anos surgiu a idéia de se tornar um DJ. Com amigos, passou a produzir pequenas festas. Após sete anos – nos quais aprendeu a mixar -, chegava a hora de se dedicar a algo mais específico. O primeiro passo dentro da cena de música eletrônica de Brasília foi a escolha da house music como estilo base.

O pouco que faltava, Diego buscou sozinho: escolheu o codinome Brooks, aperfeiçoou as mixagens e passou a pesquisar e comprar suas músicas. Para não falhar à própria história de sua vida, resolveu realizar uma festa dedicada às cenas house e techno na cidade. A primeira apresentação para o público veio no projeto próprio (Glicos.e): o feeling fluiu naturalmente. O carisma, a técnica apurada e o comportamento descontraído já são marcas registradas, reconhecidas por todo o público da capital.

Declaradamente viciado por subgraves e por sons dançantes, Brooks já desenhou uma sólida carreira na noite underground. Seu currículo traz eventos expressivos como a Love – o maior festival de música eletrônica independente do centro-oeste no período entre 2005 e 2008 – e a residência mensal no 5uinto, a única noite semanal dedicada ao techno na cidade. Tanto sucesso rendeu convites para passagens por outras capitais, como São Paulo, Goiânia e Palmas, bem como para integrar o elenco que representa o selo Crunchy Music, de DJs e produtores de Brasília. O fracasso, definitivamente, nunca foi uma opção para esse candango prodígio.

Na construção de seus sets, Brooks prima por batidas fortes recheadas com linhas de baixo marcantes num passeio entre o tech house e o techno, sempre com espaço para variações mais sintéticas, mas sem abandonar o groove e o suingue, sua marca registrada. “Não me vejo fazendo outra coisa. Gosto de tocar e quero viver de tocar”, diz Brooks. Se depender do talento que esbanja, o DJ vai viver muito bem.

por Hélio Matos (editor dnbonline.com.br)

Mídia disponível em:

http://soundcloud.com/djbrooks

http://rraurl.com/brooks

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