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Pelo direito de remixar

Posted 1 year, 5 months ago at 7:23 pm. 0 comments

Remix é o nome dado para uma música modificada por outra pessoa ou pelo próprio produtor. Lawrence Lessig é professor da Escola de Direito de Stanford e veio lançar no Brasil seu livro “Remix” e defender o direito de remixar. Ele é um dos fundadores da Creative Commons, licenças que trocam a frase “todos os direitos reservados” por “alguns direitos reservados”. Elas permitem, por exemplo, que o fã modifique o trabalho do artista, redistribuindo-o sem fins comerciais.

As legislações atuais são herméticas e, quando não há o expresso consentimento do autor, ainda consideram isso crime e pirataria. Lessig defende uma implementação equilibrada dos direitos autorais, que não está em conflito com as tecnologias na web, e sim é incentivado por elas. Para ele deve-se buscar um equilíbrio sem abrir mão da proteção aos direitos autorais e sem impedir a internet de funcionar.

Abaixo, algumas opiniões retiradas de entrevistas para a Folha e O Estadão:

Novos tempos

Nos séculos 19 e 20, ser alfabetizado significava aprender a escrever, unir palavras para expressar idéias. O que vemos neste século é que as palavras são só uma forma de alfabetização e que há outras formas mais atraentes para os nossos filhos, como as imagens. A explosão do acesso [à informação] permite às pessoas terem mais conhecimento. Em 1970, se quisesse saber o histórico dos vice-presidentes dos EUA, teria que ir a uma biblioteca, e apenas uma em cada 10 mil pessoas fazia isso. Hoje, quando alguém quer saber algo, o acesso é instantâneo, mais e mais pessoas têm aprendido. De resto, mesmo se fosse verdade [críticos prevêem um emburrecimento causado pla falta de leitura], e daí? Não vivemos num mundo totalitário onde podemos parar essa forma de cultura e forçar a volta apenas à leitura de livros. Precisamos aprender a viver com isso.

Creative Commons

Meu sonho é que o CC esteja morto em seis anos, que não seja mais necessário porque a legislação de direitos autorais se tornou racional. Mas, enquanto for irracional, mais artistas e criadores devem começar a usar as licenças do CC para ter seus trabalhos livres. Não significa que todos vão usar, não espero que a Madonna passe a usar o CC tão cedo, mas antes de convencê-la vamos convencer gente suficiente de que o mundo não está dividido entre dois modelos extremistas, Hollywood numa ponta e os piratas na outra. A maioria dos criadores está no meio, espera alguma proteção.

Iniciativas paralelas ao CC (como as do Radiohead)

É importante que tenhamos muitas experiências, mas acho ruim quando esses criadores fazem algo que parece que apóia a liberdade, mas que, quando vemos os detalhes, não funciona assim. O Radiohead é um bom exemplo: lançou concurso para que os fãs criassem remixes das músicas. Mas, quando você lê a licença, descobre que a [gravadora] Warner fica com todos os direitos sobre os remixes criados.

Críticas

Já aprendi muito com críticos meus, como Jack Valenti, chefe da Motion Picture Association [a associação dos estúdios de cinema], uma das pessoas a quem dediquei meu último livro, Remix. Nós tivemos ao menos cinco conversas, e havia um tema que lhe era caro: as conseqüências que haveria para a geração de garotos que está crescendo levando a vida fora da lei [no que tange aos direitos autorais]. Achava isso bobagem, mas percebi que estava certo, e meu livro começa dizendo isso, que o grande problema é a criminalização dessa geração. É claro que discordamos quanto à solução: ele defende uma guerra mais eficiente contra nossas crianças, e eu espero que encontremos um sistema em que elas não sejam consideradas piratas.

O mundo em seu iPod

Posted 1 year, 6 months ago at 10:07 am. 0 comments

Podcasting é a junção das palavras iPod (aparelho que toca arquivos digitais em MP3) e broadcasting (transmissão de rádio ou tevê). Assim, podcast são arquivos de áudio que podem ser acessados pela internet.

Estes áudios podem ser atualizados automaticamente mediante uma espécie de assinatura (você cadastra o endereço do site e a cada novo arquivo o download é feito automaticamente)*.

Podcasts não faltam na internet. Para todos os gostos. De todos os tamanhos, periodicidades e assuntos. De notícias a sermões religiosos (a maioria em inglês). E, claro, principalmente música. Os arquivos podem ser ouvidos diretamente no navegador ou baixados no seu computador (manualmente ou via cadastro do endereço).

Voltado para a música eletrônica, o Function! Podcast traz sets (seqüência de músicas mixadas) em vários estilos, além de comentários e dados sobre música, gente, lançamentos, sugestões, trilhas e produção local. Os programas não têm locução. As informações vêm no site. Os nomes dos artistas e músicas são sempre listados. É baseado no www.function.com.br, é publicado também no Finíssimo (www.finissimo.com.br/function). A cada mês, novos podcasts são disponibilizados.

Seguindo o mesmo modelo, temos o candango DotMagazine, com ênfase nos djs locais e nacionais, e os pioneiros Rraul, Erika Palomino e MixBrasil (estes últimos com locução). O label TurboRecordings, do qual Tiga, dj e produtor de electro é sócio, tem uma série sensacional com o próprio Tiga e o casting da gravadora. E o mega Advisor Resident tem podcasts com gente do naipe de Todd Terje, Prins Thomas, Laurent Garnier, Kevin Saunderson, Ewan Pearson…

Perca o medo e deixe os sons do mundo chegarem a você. Boa diversão!

Alimente seu iPod no Function! Podcast
- Para baixar o set para o seu computador clique com o botão esquerdo do mouse em “download” , “salvar link como…” e indique a pasta em que o arquivo será salvo (em mp3 64 kbps).
- Cadastrando o Function! Podcast no seu computador, os sets são baixados automaticamente para seu computador assim que disponibilizados
- Para baixar sets em 320 kbps ou aqueles que já saíram do nosso servidor, adicione o user “function” no seu soulseek.

(* Por meio de um feed RSS, que funciona como um índice atualizável dos programas disponíveis, novos programas de áudio são automaticamente baixados para o tocador de áudio do usuário por meio de um agregador, um programa ou página da internet que verifica os diversos feeds adicionados, reconhece os novos programas e os baixa de maneira automática para a máquina.)

Música eletrônica para principiantes: DJ sets

Posted 1 year, 7 months ago at 7:18 pm. 0 comments

sean rowley

Um DJ set é um conjunto de músicas em seqüência, mixadas umas às outras pelo DJ. As músicas, em geral, são produções de terceiros. O trabalho do DJ consiste em escolhê-las, ordená-las e executá-las, passando de uma para a outra através das técnicas de mixagem, ao vivo ou em estúdio. Confira alguns DJ sets candangos que estão saindo do forno:

Bell MeskDJ set com set list!!! (a relação e ordem das músicas usadas), no Tuntistun

Marçal – DJ set Techno – aqui

Komka – nova faixa “the call” // novo remix “chasing sirens” // DJ set “mix de junho” – no www.myspace.com/komka

Marcus Santz www.myspace.com/djmarcussantz – dJ Set July – http://www.zshare.net/audio/145877268475b73e/ # http://www.zshare.net/audio/1458906726ed0278/

Loghan – DJ set Weird Winter 1 e DJ set Weird Winter 2, também no Tuntistun

Hopper - DJ set gravado no The Edge.

Alimente seu iPod no www.function.com.br

Posted 1 year, 9 months ago at 4:18 pm. 0 comments

iPODFUNCTION

Dúvidas sobre como ouvir ou copiar um set no Function! Podcast?

- Para ouvir no site: clicar no play, ou em “hide player”.
- Clicando em “play in popup” você pode sair da página e a música continua sendo executada no tocador pop up enquanto você navega pela internet
- Para baixar o set para o seu computador clique com o botão esquerdo do mouse em “download” , “salvar link como…” e indique a pasta em que o arquivo será salvo (em mp3 64 kbps).
- Cadastrando o Function! Podcast em seu iTunes, os sets são baixados automaticamente para seu computador assim que disponibilizados
- Para baixar sets em 320 kbps ou aqueles que já sairam do nosso servidor, adicione o user “function” no seu soulseek.

ME para principiantes – O Techno no Brasil

Posted 2 years, 4 months ago at 3:03 am. 1 comment

Texto de Cláudia Assef, para DJMAG
http://www.djmag. com.br/Edicoes/ 2/artigo64913- 1.asp

logohells

Com um belo arsenal de DJs locais, um fluxo intenso de DJs internacionais de qualidade e algumas dezenas de clubes com infra-estrutura decente, o Brasil tem hoje um bom leque de opções para quem gosta de música eletrônica dos mais variados gêneros. Do minimal techno ao psytrance, as muitas subdivisões da música de pista foram ganhando corpo e uma audiência cativa nos clubes e festas que acontecem pelo país afora. Mas já houve um tempo em que praticamente qualquer tipo de música eletrônica era chamado de techno. “Era uma forma genérica de falar. As pessoas usavam o termo pra qualquer estilo de música eletrônica, menos house. Então, qualquer faixa que tivesse uns bleeps era techno”, lembra o DJ Mau Mau, um dos maiores expoentes do gênero no país.

Mesmo usado de forma imprecisa, o termo começou a ser ouvido no início dos anos 90, saído da boca de alguns poucos iniciados. “Lembro de estar no [clube] Nation, em 88, e, no meio de uma leva de discos que tinha chegado, estava a clássica coletânea Techno: The New Dance Sound of Detroit. Tirando ‘Big Fun’, do Inner City, o material era bem alienígena para nossos ouvidos virgens. Techno era um som bem estranho”, recorda Camilo Rocha, que na época nem pensava em ser DJ, mas já estava metido com a incipiente cena eletrônica paulistana. “A partir daquela época, sempre ouvi coisas sendo chamadas de techno, boa parte das vezes sons bem pop, como Technotronic e 2Unlimited. Em 1991, tanto Prodigy e Altern 8 como o hardcore eram techno para a maioria das pessoas ligadas em dance music”, completa o DJ e jornalista.

“Sem internet e com raras lojas onde era possível comprar discos e revistas importadas, era realmente difícil acompanhar as novidades do mundo da música eletrônica naquela época”, diz o DJ Renato Lopes, outro que foi “professor” de muita gente. Mas eles fuçavam, né? E encontravam discos e revistas, como a inglesa Melody Maker, para comprar na Bossa Nova, lendária loja de discos na rua 7 de Abril, centrão de São Paulo, onde o DJ Magal era vendedor.

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Algumas considerações sobre o “novo minimal”

Posted 2 years, 9 months ago at 4:58 pm. 0 comments

maisoumenosminimal

A exemplo da house de Chicago e do techno de Detroit, a profusão de selos e artistas na cidade de Colônia (Köln, em alemão; Cologne, em inglês) gerou a denominação de Köln para o minimal techno produzido e influenciado por essa turma.

O minimal techno cerebral e dançante tomou o mundo pelas mãos de DJs como Villalobos, Reinhard Voigt, Steve Bug e Michael Mayer. Claro, o estilo não apareceu ontem… Profan, Studio 1, Kompakt e BPC foram selos fundamentais para o movimento, que se espalhou e exerce enorme influência no que é produzido hoje.

Em meados dos anos noventa, muito antes desse hype, falar neste som era fazer clara referência a três núcleos básicos. Primeiro Detroit, com os pioneiros da primeira (Juan Atkins, Derrick May, Kevin Saunderson) e segunda leva (Carl Craig, Jeff Mills, Robert Hood, Richie Hawtin etc.). E também Berlim, pelo techno dubby e introvertido do Basic Channel e do seu sucessor, Chain Reaction. Leia a ótima matéria do rraurl para saber mais.

O “novo minimal” (köln, beats and cliks, electrominimal ou como queira chamar…), cuja referência inicial seriam os “plings” do deus canadense Richie Hawtin, reafirmou a Alemanha como pólo gerador de artistas e tendências e abriu novos horizontes para os produtores. Música bem produzida, com bpm baixo, muito sintetizador e elementos atmosféricos.

Uma nova (sub)vertente do estilo (nem vou discutir a classificação vertente, estilo etc senão ficamos só nisso), ou como queira, chamada de “neotrance” surgiu com força total em 2005. Minimal melódico de estilo tranceado (pela pegada viajante), com timbres e levadas influenciados pelo progressive e pelo tech-house e synths de electro.

Muitos torceram o nariz. Normal. Alguns, porque detestam rótulos. Outros pois vêem aí um direcionamento comercial. Ou não concordam com a classificação. Só ter a palavra trance no meio já é motivo de discussão e não agrada nem tranceiros nem seus detratores.

No início de 2006, após o Skol Beats, em after no D-Edge, Sven Vath fez um set de oito horas do que chamou neotrance. O produtor e DJ Marcelinho CIC faz uma observação interessante na lista de discussão do rraurl: “O remix para esta faixa [Music Please, pelo ELP Medien & Verlags] é do David Keno, produtor que Hawtin e Villalobos gostam. Já tem uma pegada diferente. Tenho recebido encomendas de selos e eles não estão querendo tanto techno-groove-loopado. Querem uma linha atmosférica e minimal com synths de electro. Não é meu gosto, mas como produtor faço porque vou me adaptando ao mercado. Mesmo assim, não deixei de lado o techno groove “.

A bandeira foi fincada definitivamente no Brasil, mais especificamente no litoral baiano, no Universo Paralelo, na virada de 2006 para 2007. A pista alternativa do festival foi a consolidação de um movimento de aproximação do trance com o minimal que já vinha acontecendo nos line-ups. O namoro tem dado frutos e em Brasília, pode-se dizer, acontecem até raves de minimal… Festas trance com pistas “alternativas” são cada vez mais comuns.

Comenta-se que o retorno do som “menos bombante” foi reflexo da diminuição do público jovem nas festas, arrebanhados pelo rock,hip-hop, indie e afins. Li que em lugares como Berlim e Londres, a faixa etária nos clubs subiu para a média dos 30 anos. E parece cansada da bombação, preferindo uma viagem mais calma.

Claro, já há um movimento dos cansados dessa viagem calma e buscando algo mais pulsante. Já começam a chamar o minimal “bleep-bleep” de goteira… É a roda girando. Dizem que o próximo hype é o retorno triunfal da house music. Bem, house music is never dead…

Até lá, techneiros escorregam para o minimal e electro-house. DAVE The Drummer e Pounding Grooves estão gravando electro-house. Murphy, em parceria com Christhian Fischer lançou o ótimo Minimonster pela Definition Records. O Chile de Luciano mostrou que a América do Sul entende do riscado e até nós brazucas temos nosso (sensacional) mega-sucesso, Gui Boratto.

O Function Podcast, com os sets “+ou- minimal”, trouxe e continua trazendo nomes, selos e músicas essenciais para o movimento. Que, como o electro (o antecedente), está respingando em tudo e todos. Transformando e sendo transformado.

Outras infos:
http://www.rraurl.com/forum/index.php?showtopic=29334
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u66692.shtml
http://www.lastfm.pt/group/deephouse/journal?action=display&entryid=385312

Música Eletrônica para Principiantes

Posted 3 years ago at 1:51 pm. 0 comments

Mainstream – é o pensamento corrente da maioria da população. Este termo é muito utilizado relacionado s artes em geral (música, literatura etc).


Underground
- cultura alternativa ou marginal focada principalmente para as transformações da consciência, dos valores e comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do cotidiano.

Podcasting – uma junção das palavras iPod (aparelho que toca arquivos digitais em MP3) e broadcasting (transmissão de rádio ou tevê). Assim, podcast são arquivos de áudio que podem ser acessados pela internet. Estes áudios podem ser atualizados automaticamente mediante uma espécie de assinatura (subscrição). Os arquivos podem ser ouvidos diretamente no navegador ou baixados no computador.

(Fonte: Wikpédia)

Música eletrônica para principiantes – Electro e Electrohouse

Posted 3 years, 1 month ago at 1:10 pm. 0 comments

Nos anos 80, influenciados diretamente pelo Kraftwerk, grupo alemão que fazia música usando computadores, os produtores se dedicavam também ao som quebrado do eletrofunk, e não só ao som reto do techno e da house de Chicago e Detroit. Nascido da ressaca do Punk Rock, o electro é bastante caracterizado também por timbres típicos dos sintetizadores analógicos que foram populares nessa década. São timbres que lembram sons de vídeo-games.Do Kraftwerk podemos citar a música “Numbers” – um electrofunk, antes mesmo dele existir conceitualmente.
Mas é em 1982, com “Planet Rock“, que Afrika Bambaataa e seu grupo The Soulsonic Force junta as batidas usadas pela proto-hip-hop (o rap inicial) com enxertos da música de Kraftwerk, definindo o electro como gênero. Pela Virgin Records, na época, sai então a primeira e histórica coletânea do estilo: Booming On Pluto: Electro For Droids, organizada pelo músico David Toop.

O estilo cresceu primeiro em Nova York por conta da intensa cultura de rua, advinda da cena Hip Hop, e logo em seguida se espalhou por Los Angelis e Miami – com o sucesso de “Planet Rock”. Outros grupos como Information Society, Visage, Depeche Mode e Human League (e artistas como Ryuichi Sakamoto) traziam faixas quebradas em seus vinis, referenciadas no funk eletrônico.
Já nos anos 90, o Eletro vai sofrendo transformação e fica mais dark, saído principalmente de Detroit, com linhas de baixo potentes ( s vezes chamado de “electro-bass” ou “techno-bass”). À frente dessa nova produção estavam Aux 88, o projeto Drexciya e o selo UR – Undreground Resistence, em que o techno e o eletro estão bem presentes mostrando os dois caminhos do que hoje podemos chamar de “old school”.

No início dos anos 2000, partindo dos Estados Unidos (NY) e Europa (Berlim), surge o electroclash (nome original de um festival organizado pelo Dj Lary Tee em NY), um electro revitalizado. Em contato com o rock e com a moda, com ares de glamour, decadência, futurismo e sexo, o electro, fashionista e fazendo pose, toma o mundo de assalto. Os ícones desse resurgimento são Larry Tee, Miss Kittin, Dj Hell, Tiga, a gravadora Gigolo Records…

O electro vai mexer com tudo e todos, numa influência que se mantém até hoje. As produções, de todos os estilos, passam a abusar dos timbres metálicos, robóticos e quebrados do electro. Novas subdivisões são criadas, como o electrohouse, que segue forte até hoje.

O electrohouse é um subgênero da house music que mescla os elementos do electro primórdio com os da house music atual. Um dos principais estilos da música eletrônica em 2004-6, utiliza das batidas de 4/4 e o tempo moderado da house (por volta de 125 bpm) e adiciona harmoniosamente bases analógicas ricas, o piano da old-school ou o riff ocasional da corda. Caracteriza-se pelos graves fortes, melódicos, a batida da house e alguns elementos de psicodelia. Podemos citar como exemplos do estilo: Tiga, Eric Prydz aka Cirez D, Scissor Sisters, Scratch Massive, Tiefschwarz, entre outros.

O soulseek, discogs e o google astão aí para vocês cohecerem mais…

Música eletrônica para principiantes – Techno

Posted 3 years, 3 months ago at 7:19 am. 0 comments

# O termo techno é freqüentemente utilizado erroneamente para descrever todas as formas de música eletrônica. Na verdade, trata-se de um dos gêneros de música eletrônica, criado nos meados dos anos oitenta por um trio de amigos de Detroit: Juan Atkins, Derrick May e Kevin Saunderson.

# A principal influência foi a música européia feita em computadores, como a do Kraftwerk. A house music, além de influenciar os três amigos, também foi influenciada pelo techno. Atkins acredita que os primeiros produtores de acid house, buscando distanciar a house da disco, se inspiraram no techno que, na maioria das vezes, não evidencia o chamado “clap” (som de palma batendo) junto s batidas.

# Com a mesma estrutura básica da house, mas com batida mais acelerada (voltada quase que sempre para as pistas de dança) e certa ausência de vocais (praticamente fundamentais ao house), o techno gerou uma estranheza nas pessoas e a rejeição das grandes gravadoras, fazendo dele um produto altamente “undergound”. Visto como uma expressão da angústia pós-industrial, o estilo também tomou por orientação temas high-tech e de ficcção científica.

# Locais como centros de atividades de igrejas, galpões abandonados e auditórios foram as primeiras localizações aonde o público (na sua maioria menores de idade) se reuniam e onde o estilo e a forma musical do techno foram definidos. Por várias razões, o techno é visto pelo mainstream americano, e mesmo entre afro-americanos, como “música de branco”, mesmo que muitos dos seus criadores e produtores fossem negros.

# Na década de 90 houve uma rápida fragmentação entre techno e house. Produtores europeus seguiram uma linha mais experimental, influenciando-se pelo IDM, trance hardcore e jungle. O techno “puro” de Detroit permaneceu como um subgênero.

# Para conhecer mais, inclusive ouvindo trechos de música, visite o site http://www.di.fm/edmguide/. Ele traz informações (em inglês) sobre todos os gêneros e sub-gêneros da música eletrônica, inclusive com trechos de músicas.

Música Eletrônica para Principiantes – House

Posted 3 years, 3 months ago at 10:08 pm. 0 comments

# O termo House vem de um antigo club de Chicago chamado “The Warehouse”. Ali, Frankie Knuckles juntava clássicos da decadente disco music (Donna Summer, Billy Paul, Diana Ross) com o novíssimo synthpop originário da Europa (Kraftwerk, Depeche Mode, New Order).

# Era o fim dos setenta e início dos oitenta. Videocassete, stereo system com duplo deck, videogame, walkman, computadores XT… A tecnologia invadia nossos lares. No mundo da música não foi diferente. Entra em cena uma novidade tecnológica até então desconhecida no mundo pop: a bateria eletrônica, principal instrumento da house music.

# A Roland era uma pequena companhia fabricante de instrumentos musicais. Lança duas máquinas que mudariam a música como conhecida: TB-303 e TR-606. A primeira era um basslines (gerador de linhas de baixo) e a segunda uma bateria eletrônica rudimentar. Absurdamente, essas máquinas estavam muito a frente de seu tempo e foram ainda subutilizadas nessa época.

# A evolução não parou e culminou com a bateria TR-909 e o sintetizador D-50, a “máquina” da house music. Em 1983 foi lançado o padrão de interligação de instrumentos musicais, o famoso MIDI. Entre outras coisas, ele permite disparar conjuntamente e sincronizar um monte de baterias e sintetizadores. A criatividade dos produtores e djs foi a mil. Observa-se uma característica essencial da ME: sua vinculação tecnologia. As grandes evoluções musicais eletrônicas sempre estão ligadas ao desenvolvimento tecnológico.

E que batam los cabelos! – F! News Agosto 2006

Posted 3 years, 7 months ago at 2:43 pm. 0 comments

por Hugo Siqueira


(o Function! News é publicado mensalmente no portal gls www.paroutudo.com.br com informações sobre música eletrônica e afins)

Segundo a genealogia da música eletrônica, a disco virou house music, que se multiplicou em dezenas de subgêneros: deep house, mais calminha; progressive, com influências do trance; tech-house, com pouco vocal e as repetições do techno; tribal, caracterizado pelas batidas marcadas, como o próprio nome indica etc…

O tribal juntou-se aos vocais meio gritados das divas e serviu de impulso aos pescoços das drags. Criou-se a jogação e a bateção do cabelo! O nome bate-cabelo, carinhosamente – ou pejorativamente- denomina a música eletrônica “oficial” nas boites gays.

A conotação pejorativa se dá em função da fórmula fácil repetida exaustão. As letras tratam de uma volta por cima, uma fechação ou piranhagem. Ou são versões de hits pop em batidões tribal. Alguém aí falou em Whitney Houston?

Aproveitando o assunto, me perguntaram sobre a pronúncia de “tribal”. Em São Paulo, terra da meca “traiboul” The Week, a pronúncia é em inglês. O que s vezes soa meio pedante em terras candangas, onde vale mesmo o português, na forma em que se escreve.

Quer conferir alguns bate-cabelos clássicos? Procure no Soulseek, e-Mule ou afins: In The Ghetto – David Morales / On My Own (Thunderpuss Radio Edit) – Whitney Houston / Carolina Marquez – The Killer Song / Cha Cha Heels (Rosabel Big Room Vox) Rosabel & Jeanie Tracy / Armand Van Helden – Witch Doktor

Deixando o bate-cabelo e jogando o movimento para o ombrinho, sem perder o rebolado, sábado, dia 05, vale conferir os houseiros candangos Oblongui , Mr. Spacely e Nego Moçambique .

No domingo a pedida é conhecer o live act de Gui Boratto , na day party Skydelic. O produtor brasileiro de minimal estourou ano passado com a música Arquipélago, gravando pelos selos alemães Kompakt e Audiomatique.

A programação completa das baladas você sempre encontra na seção Jogação do portal Parou.Tudo e na seção Eventos, no Tuntistun.

The Six inaugura seu blog/podcast (www.seusix.blogspot.com). Gravado aos domingos, Seu Six, além de seis ótimas músicas, tem comentários e dicas do Pedrinho Tapajós. Você pode ouvir/baixar o primeiro programa aqui, ou cadastrar o feed “feeds.podcast1.com.br/seusix.xml”. Para quem tem i-Tunes basta ir em “Advanced / Subscribe to podcast” e colar o feed (sem http ou www).

Marcelo D2 estará em Brasília lançando sua grife “Manifesto 33 1/3”, no Brasília Fashion Festival. Não confundir o BFF com o CFW (Capital Fashion Week). Os dois eventos de moda racharam a cidade, mas a produção musical de ambos ficou por conta de Felipe Venâncio, já habitué dessas terras.

E por falar em D2, que mistura samba com hip hop, Sérgio Mendes, bamba da bossa-nova que se mandou para os EUA, mostra mais uma vez que enxerga longe. Em seu novo disco, Timelles, traz o Black Eyed Peas cantando “Mas Que Nada”. Claro, já ganhou vários remixes. O clip da música, apesar de clichezão, é delicioso. Se ainda não viu, assista aqui no YouTube.

Para quem gosta de New Order, prepare-se para ver a banda em novembro. Mas em Belo Horizonte, São Paulo e Rio. Ou Buenos Aires, para onde vão depois do Brasil. Veja info no site da banda.

Pra terminar: Quer saber o que mais aquele artista produziu ou remixou? O último lançamento da Kompakt? O Discogs – http://www.discogs.com – é um site em que se pesquisa música por artista, selo, nome do álbum etc. Oferece a discografia, tracklist, links e informações interessantes como outros nomes usados pelo artista (a.k.a.).

Glossário/links

a.k.a. – also know as (também conhecido como)

Feed – endereço para cadastrar o podcast, de forma que os novos programas sejam baixados automaticamente no computador do ouvinte, assim que disponibilizados.Kompakt – Selo (gravadora) alemão que congrega grandes nomes do minimal atual.

Live Act – É uma apresentação em que são usados aparelhos mecânicos ou softwares para produção e manipulação de sons e música, ao vivo.

Podcast – forma de divulgação de programas de áudio pela Internet. Os programas, gravados em qualquer formato digital (MP3 principalmente), ficam disponíveis em um servidor na internet para download (manual ou automático).

Samplear – Utilização de recortes de música na criação de outra.

Música Eletrônica para Principiantes

Posted 4 years, 1 month ago at 11:49 am. 0 comments

Para saber mais:

Minimal – http://beatz.uol.com.br/index.php?itemid=2

EP/LP – http://pt.wikipedia.org/wiki/Disco_de_vinil

home studio – estúdio de som, doméstico, normalmente baseado num computador, em que softwares fazem os papéis de instrumentos, sintetizadores, mixers etc

hi-NRG – estilo da disco music, dos anos 80, mais eletrônica e pop (muito parecida com eurodance)

a.k.a. – also known as – usado para informar outros nomes ou pseudônimos. P.ex.: Plastikman (a.k.a. Richie Hawtin)

Como se faz um set

Posted 4 years, 3 months ago at 2:29 pm. 1 comment

(por Hugo Siqueira)

A técnica, somada ao repertório e feeling do DJ são os componentes de um set. Influenciam também outros vários fatores, como o público e a finalidade para qual o set está sendo feito, o estilo, timbre e bpm das músicas e por aí vai.

O princípio básico é passar de uma música para outra, ajustando-se as batidas da segunda sobre a primeira, de forma que, enquanto o som das duas está aberto, o compasso delas mantenha-se o mesmo. Para trabalhar a passagem pode-se usar o volume, o controle de grave, médio e agudo, efeitos, loops (repetição de trechos) e scratchs (manipulação do vinil ou simulação disto nas CDJs – tocador de cd especial para mixagem – de última geração).

Vamos ver isso na prática, usando o set It’s Function! 02 para exemplificar.

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Música Eletrônica para Principiantes I

Posted 4 years, 3 months ago at 12:56 pm. 8 comments

Algumas definições para quem está iniciando-se no universo da música eletrônica:

DJ – Abreviatura da expressão inglesa disk-jockey. É o cara que mixa (e normalmente escolhe) as músicas. O plural pode ser feito sem o “s” (DJs), já que trata-se de uma abreviatura, mas é usual a colocação de um s colado palavra ou o uso de minúsculas. Lembrando que o uso de apóstrofo (’) é incorreto, pois traduziria-se por “do dj” caso fosse utilizado.

Set – Conjunto de músicas mixadas pelo DJ (gravadas ou ao vivo).

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