Para quem está conhecendo agora, o F! é um podcast (sediado fisicamente em Brasília), voltado para a música eletrônica. Tem sets (seqüência de músicas mixadas) em vários estilos, além de informações sobre música, gente, lançamentos, sugestões, trilhas e produção local.
Podcasting é a junção das palavras iPod (aparelho que toca arquivos digitais em MP3) e broadcasting (transmissão de rádio ou tevê). Assim, podcast são arquivos de áudio que podem ser acessados pela internet. Estes áudios podem ser atualizados automaticamente mediante uma espécie de assinatura (você cadastra o endereço do site e a cada novo arquivo o download é feito automaticamente). Os arquivos podem ser ouvidos diretamente no navegador (internet explorer, firefox etc) ou copiados para computador, iPod ou similar.
Os programas do F! não têm locução. As informações vêm no site. Os nomes dos artistas e músicas (track lists) são sempre listados. A cada mês, novos podcasts são disponibilizados. Você acessa o site e escolhe a sua trilha sonora enquanto navega.
Hugo Siqueira é o editor, jornalista e dj do F!. Ele grava os programas em MP3 e os armazena em um servidor na internet. O dj e produtor de música eletrônica e trilhas sonoras é o responsável pela produção musical dos desfiles do Brasília Fashion Festival Verão 2009, papel exercido nas edições anteriores por Felipe Venâncio.
A você, que está conhecendo agora o Function! Podcast, seja bem-vindo.
Aos ouvintes e amigos, obrigado e continuem conosco.
Posted 3 months, 1 week ago at 1:05 pm. 0 comments
Hercules and Love Affair - Antony, do Antony and The Johnsons, para dançar? O projeto de house (escorregando pro neodisco a la Softcell), do novaiorquino Andy Butler, tem ainda a DJ e designer Kim Ann e a cantora de modern soul Nomi. “Blind” é hit total. Não perca. Quer saber mais? O rraurl resenhou e tem áudio para ouvir. E aguarde “Blind” nos próximos sets. No site do projeto você pode fazer o download da música “Hercules Theme” de graça. Ou procure no soulseek ou congêneres o disco e o novo single “Classique #2″.
Posted 8 months, 2 weeks ago at 10:29 pm. 0 comments
Melodium é um projeto do francês Laurent Girard. Com formação clássica em piano, pulou para os sintetizadores em 2000. E não pára de produzir.
Com uma pegada folk e timbragens eletrônicas, são as canções ou instrumentos (o xilofone, a flauta, o violão) quem conduzem tudo. As interferências, à vezes orgânicas, outras cheias de blips, não brigam com a melodia e muitas vezes nos conduzem a surpresas logo à frente. A simplicidade aparente é envolta em uma delicada atmosfera, terna e melancólica.
Esse pequeno clip dá uma idéia (mínima) do que esperar. Música do Melodium e vídeo de Torisukoshiro. Visite o site ou myspace do projeto. Procure na internet. Comecei com o álbum “Music for invisible peoples”… Lindo.
Feist - a canadense Leslie Feist já foi vocalista de uma banda punk, perdeu a voz em sua primeira turnê, trabalhou com a Peaches, vem para o Tim Festival… enfim, se não conheçe, corra atrás. Vai ser uma coqueluche! Atenção para “Inside and out”, do Beegees…
Barbearia virtual - Carregue em seu mp3 player, coloque os fones de ouvido, feche os olhos, aperte o play e visite a barbearia virtual. É diversão garantida na próxima festa da família…
M.i.a. - Depois do funk carioca, a paquistanesa (que nasceu em Londres) regrava Jimmy, antigo sucesso de bollywood, em clip que é uma viagem. O original é absurdamente kitsh e divertido. Um clássico!
+ “Young folks” - é o nome de uma canção (vocal de Victoria Bergsman) de “Peter, Björn and John”: Peter Morén (vocal, guitarra, harmônica), Björn Yttling (vocal, baixo, keyboards) e John Eriksson (bateria, percussão, vocal). São de Estocolmo. O trio já lançou 3 discos. ‘Peter Bjorn and John’ (2002), ‘Falling Out’ (2005) e ‘Writer’s Block’ de 2006.
A fantástica e grudenta ‘Young Folks’ é desse último.Não é mais que um dueto conduzido essencialmente por assobio e percussão. Salvo uma ou outra exceção, paira uma limpeza musical no disco que não é sinônimo de antisepsia, mas de despojamento, pois, apesar de remeter ao pop das décadas de ouro do gênero (60-70-80), traz um sentido de inovação que se convencionou ser difícil (mas não impossível) nos dias de hoje, principalmente no pop escandinavo.
+ “Lon Gisland” - é o novíssimo EP que foi anexado à reedição européia do “Gulag Orkestar”, primeiro disco do “Beirut“.
Segue na mesma linha, uma espécie de música cigana dos balcãs, ao estilo dos filmes de Emir Kusturica, mas sem sua alegria peculiar, fazendo jus ao nome do álbum de estréia da banda de Zach Condon. Os sopros estão lá, mas parecem vazios; o time do acordeonista parece ter perdido o campeonato; as vozes soam como se encharcadas de Prozac. Não resta, porém, qualquer dúvida de que o resultado, mesmo triste, é muito bonito.
Condon, de 21 anos, é de Santa Fé, no Novo México-EUA. Canta e toca quase todos os instrumentos, sendo acompanhado ao vivo por Perrin Cloutier (cello / acordeão), por Jason Poranski (guitarra / mandolin / ukulele), por Nick Petree (bateria), por Kristin Ferebee (violino), por Paul Collins (órgão / keys / tambourine / ukulele), por Jon Natchez (sax barítono / mandolin / glockenspiel), e por Kelly Pratt (trombeta/euphonium).
+ ”Let Me Introduce My Friends” - álbum de estréia da banda de 29 membros “I’m From Barcelona”, que conta ainda com um EP na discografia. Os “I’m From Barcelona” na verdade são da Suécia, apesar do single “We’re From Barcelona”, uma pérola do pop cantada por todos. Tem batidas e arranjos que colocam qualquer um “pra cima” e colam. “Antes eu tocava muita música melancólica, mas dessa vez eu quis descrever a sensação de estar apaixonado”, diz Emanuel Lundgren sobre as canções. “Eu me apaixonei no verão passado, e esse sentimento é global”, contou o vocalista ao UOL Música. São diretores de arte, designers, professores, vendedor de instrumentos musicais, enfermeira, estudantes, jornalista e até mesmo um biólogo marinho, gente da pequena cidade de Jönköping, a quatro horas de Estocolmo. Não precisava ter nenhuma habilidade profissional ou experiência anterior. Após alguns ensaios no apartamento de Lundgren, o primeiro show aconteceu em agosto de 2005. Suas canções de melodias pop e dezenas de vozes juntas trazem refrões para serem cantados alto, como se você fizesse parte do coral. Se não bastasse a música “We’re From Barcelona” ser ótima, o clipe - que pode ser assistido no Youtube - é igualmente simples e delicioso.
O nome do grupo veio de uma série exibida pela TV britânica nos anos 70, chamada “Fawlty Towers”. Estrelado pelo comediante John Cleese, ex-integrante do grupo inglês Monty Python, o programa contava com um personagem espanhol, o garçom Manuel, que tinha como bordão a frase “I’m From Barcelona”. “É apenas um jogo de palavras com meu nome”, conta o vocalista sobre o batismo da banda.
Posted 1 year, 7 months ago at 10:22 pm. 0 comments
Functionário do mês - Soulseek - O trocador de arquivos foi o responsável pelos dois achados abaixo.
A última coca-cola - “Prima Norsk 3 - The Space Disco Edition” – Este cd lançado na Noruega em 2005, terceiro de uma compilação de produtores do país, foi a maior descoberta do mês. É house-disco podre de chic para ouvir sem parar. Com produções e remixes de Todd Terje, Prins Thomas, Peter Lindstrom e outros. Note a referência constante nos trabalhos de Lindstrom a “I Feel Love”, de Giorgio Moroder/Donna Summer.
A bala- “Live PA @ Sixteen Tons, Moscow - 26May06.mp3″ - Exatamente assim o nome de um live PA do SCSI-9 que um amigo achou na internet. Só “Senorita Tristeza” adicionada de vocal já valia. Mas é lindo do início ao fim.
Posted 1 year, 10 months ago at 8:50 am. 0 comments
Paul Kalkbrenner toca hoje, 21.10, pela primeira vez no Brasil, no D-Edge SP. É um dos nomes centrais do selo alemão Bpitch Control ao lado de gente como Ellen Allien, Sasha Funke (com quem cresceu), Smash Tv, Kiki e outros. Aos 22 anos (99), assinou como Paul DB+, o seu 1º Ep, “Friedrichshain”, pela Bptich.
Alguns anos antes (85/89), Paul dedicava-se aprendizagem de trompete e composição musical – que não considera obrigatória para produção de ME -, e aos 16 anos tocava os primeiros discos de techno em clubes como o Walfish e Exit/kitchen, de Berlim, mostrando desde cedo um gosto apurado por sonoridades dançáveis. O jovem produtor encontrou na música eletrônica uma forma de expressar suas necessidades artísticas.
Hoje, com diversos lançamentos em seu próprio nome é uma referência segura da BPC. Paul revela uma predisposição para explorar as fronteiras da tradicional cadência 4/4, tendo como base a construção rítmica do techno mas evitando os padrões pré-determinados do gênero. A opção em não manter uma sequência rítmica repetida a intervalos regulares permite que não se altere a forma, mas sim os padrões dominantes.
Na discografia destacam-se Self, com ‘Castanets’, ‘Since 77′, ‘Marbles’ , ‘Dokyard’ e breves e belíssimos interlúdios tocados ao acordeão, numa atmosfera geral de sofisticação melódica. E o novíssimo Reworks, sensacional disco de remixes produzidos pelos seus amigos.
Posted 1 year, 11 months ago at 9:12 pm. 2 comments
O novo álbum “Crazy Itch Radio” da dupla Simon Ratcliffe e Felix Buxton, mais conhecidos como Basement Jaxx chega s lojas em setembro. Claro, você já acha todas as faixas na internet. Além de vinil e da edição especial em CD “Crazy Itch Radio” será também vendido nas lojas MP3. O disco tem vocais da MC de grime Lady Marga, da cantora soul inglesa Linda Lewis e do cantor pop sueco Robyn, bem como de um coro de crianças do Malawi.
Em 2005 o Basement Jaxx lançou uma compilação de singles e “não lançadas” que dá uma boa idéia do trabalho da dupla. Entre os hits dos ingleses estão “Red Alert”, “Rendez Vu”, “Jump N’ Shout”, “Bingo Bango” (”Remedy”), “Romeo”, “Where’s Your Head At?” (”Rooty”), “Lucky Star” e “Good Luck”(”Kish Kash”).
=Functionário do mês: Marcelo D2
Quem é que mistura o rap com samba? D2 começa o disco “Meu Samba é Assim” já perguntando e respondendo. Mostra que samba sampleia-se. Destaque para “Pra Que Amor?”, com Alcione. Nossa correspondente brasileira a diva de rnb.
=A última coca-cola:The Kleptones - From Detroit To J.A.
Um projeto inglês de mashup, que consiste em misturar pedaços ou músicas inteiras, formando novos singles. Apesar do excesso de texto, o disco é sensacional, desde a abertura abusada com a trilha da Fox até maluca canção final. Visite o site e baixe o cd completo. Ele e os demais trabalhos do grupo estão disponíveis para download. Encontrei aqui uma discussão sobre os samples usados no cd “A Night at the Hip-Hopera” em que misturam hip hop com Queen.
=A bala: Alice Mackay and Benfay - Lighthouse
O single foi lançado no início de 2005 em um ep [thn068] da Thinner, segundo os próprios, “a net label distributing dub inspired electronic music in form of mp3 files”. É a música que abre a pílula f! mmm 08. Conheça o site do selo.