Flor do Ipê

A cooperativa Flor do Ipê usou como trilha do desfile músicas dos discos “Tua” e “Encantadeira”, da cantora Maria Bethania. Em uma citação a cantora compara a vida ao bordado
A Mão do Amor (citação) – O Que Eu Não Conheço
Saudade Dela (com Caetano Veloso e Gilberto Gil)
Fonte
Estrela
Minha Rede
Saudade
Lamentação (citação) – O Nunca Mais
Maria Bethânia
Maria Bethânia Vianna Telles Veloso nasceu geminiana no dia 18 de junho de 1946, em Santo Amaro da Purificação, cidade do Recôncavo Baiano. Filha de Seu Zeca Veloso, o “Onça”, funcionário dos Correios e Telégrafos e de Dona Canô, a força transformadora da terra no pequeno corpo de mulher, nasceu no sobrado na Rua Direita, em cima do local onde seu pai trabalhava. Desde criança, convivendo com os irmãos Rodrigo, Roberto, Caetano, Clara, Mabel, Nicinha e Irene, já demonstrava o que seria a sua marca definitiva – a força dramática, as atitudes apaixonadas, a determinação, a energia telúrica. Queria ser atriz, subir ao palco para representar. Respirava, incentivada pelo fértil ambiente de casa, a mágica atmosfera da arte, a sensibilidade das pequenas grandes coisas da vida, a descoberta da leitura do mundo em suas cores, gestos, palavras e sons.
Em 1960, com 14 anos incompletos, muda-se com o irmão Caetano para Salvador, capital do Estado da Bahia, para continuação dos estudos. Apesar de resistir à s mudanças, troca a tranqüila Santo Amaro pela cidade de Salvador. Em 1963, Caetano é convidado pelo amigo Ãlvaro Guimarães para musicar a peça Boca de Ouro, de Nélson Rodrigues. Na abertura da montagem, Bethânia sobe ao palco para cantar pela primeira vez em público a canção Na Cadência do Samba de Ataulfo Alves. Neste mesmo ano, os irmãos conhecem Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé e tantos outros que iriam marcar em definitivo a Música Popular Brasileira, influenciados pela Bossa Nova e, principalmente, por João Gilberto.
Show Opinião, idealizado, escrito e produzido por Oduvaldo Vianna Filho, Ferreira Gullar, Paulo Pontes e Armando Costa e dirigido por Augusto Boal. Estreou no Rio de Janeiro com a cantora Nara Leão, e os compositores e cantores João do Vale e Zé Kéti. Em 65, Nara foi substituÃda por motivo de doença por uma jovem cantora nordestina de voz grave, chamada Maria Bethânia, que estreou profissionalmente no dia 13 de fevereiro. Cantando Carcará, música de João do Valle, Bethânia arrebatou público e crÃtica e fincou raÃzes em definitivo naquele que é até hoje o seu lugar do sagrado e do mistério da criação – o palco. Continua a viagem que se iniciou no vapor de Cachoeira. Continuou pela beira de mar e agora se prepara para conquistar mares nunca antes navegados.
Foi a primeira cantora brasileira a vender mais de um milhão de cópias em um único disco (Ãlibi, 1978, que contou com as respectivas participações especiais da sambista Alcione e Gal Costa nas músicas O meu amor e Sonho meu) e esse sucesso se repetiu nos dois álbuns subseqüentes: Mel e Talismã (1980), que também obtiveram expressivas vendas (inclusive este último chegou a ver 700 mil cópias em quinze dias com a participação dos cantores e compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil na faixa Alguém me avisou), e inovou no gênero acústico com os dois trabalhos seguintes, Ciclo (1983) e A Beira e o Mar (1984), contrastando totalmente com a sonoridade da época, os trabalhos comerciais, com arranjos e teclados de Lincoln Olivetti, que não tiveram o mesmo apelo popular.
Em 1990, Bethânia comemorou 25 anos de carreira com o LP 25 Anos, cujo repertório, essencialmente brasileiro, evocava diversas culturas deste paÃs, trazendo canções consagradas e pouco conhecidas, entre regravações e inéditas. O disco emplacou duas músicas nas paradas de sucesso, as regionalistas Tocando em frente e Flor de ir embora, que integraram as trilhas das novelas rurais Pantanal e A história de Ana Raio e Zé Trovão, respectivamente, ambas exibidas pela extinta Rede Manchete. O feito de gravação de discos acústicos se repetiu no álbum subseqüente, Olho d´Ãgua, lançado em 1992, que não obteve maior repercussão devido à falta de divulgação eficiente por parte da gravadora; no repertório deste, destaque somente para a canção regionalista Além da última estrela, que integrou a trilha sonora da novela global Renascer, de Benedito Ruy Barbosa, exibida no ano seguinte.
O sucesso de vendagem voltou em 1993 quando do lançamento do CD As canções que você fez pra mim, que gerou mais de um milhão de cópias e foi convertido para uma versão hispânica (no caso, Las canciones que hiciste para mi) com parte do repertório (sete das onze músicas foram convertidas – a faixa-tÃtulo, Fiera herida (Fera ferida, um dos hits do disco, tema de abertura da novela homônima global), Palabras (Palavras), Tú no sabes (Você não sabe), Necesito de tu amor (Eu preciso de você), Tú (Você, esta incluÃda na trilha sonora da novela global Pátria Minha de Gilberto Braga cujo tÃtulo remete ao famoso poema homônimo de VinÃcius de Morais – justamente a sucessora de Fera Ferida) e Emociones (Emoções, um dos grandes sucessos de Roberto) – das que ficaram de fora Olha, Costumes, Detalhes e Seu corpo), que consistiu em um tributo à dupla de cantores e compositores Roberto e Erasmo Carlos, evocando onze parcerias entre ambos.
Em 2001, desliga-se das grandes gravadoras, transferindo-se para a independente Biscoito Fino, de propriedade de Olivia Hime e Kati Almeida Braga. O disco que marca a estréia na nova gravadora é o duplo Maricotinha ao vivo – comemorativo dos trinta e cinco anos de carreira, que trouxe regravações dos antigos sucessos seus entre outras canções consagradas, textos e do álbum de estúdio homônimo do ano anterior, cuja maior parte das canções era inédita e foi o último álbum lançado pela gravadora BMG, e também gerou seu primeiro DVD. continiua sua parceria com a Biscoito Fino ja tendo lançado alguns albuns e dvds por esse selo.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Bethânia
http://www.mariabethania.com.br/



