Freeky



“De repente você se vê no meio da multidão. É aí que o cara que comanda o som toca algo que muda sua vida”. Assim, Anderson Souza – ou DJ Freeky – descreve o primeiro impacto de clássicos da cena rave em seus ouvidos.

Acostumado com sons como garage house, breakbeat e miami bass, Freeky começou a buscar mais e mais informações sobre os novos sons do underground do DF, no começo dos anos 90. Sempre atento aos programas de rádio, resolveu fazer um curso de performance e mixagem. Ao término, passou por um longo período de aprendizagem e treinamento sem muitas condições de comprar discos e uma aparelhagem adequada. Mas sem desanimar, continuou sua pesquisa.

Em 1999 começou a comprar os primeiros vinis e seu equipamento. Acompanhando a cena dance music, mas focado no drum’n bass, Freeky manteve-se sempre informado sobre os novos lançamentos, produtores e tendências, sem deixar o experimentalismo para trás.

Sua primeira apresentação pública fez com que tivesse a certeza que todo DJ tem: a música estaria acima de tudo em sua vida. No currículo Freeky traz inúmeras edições da Loveparade edição Brasília, o projeto Laboratório do DJ Poeck – festa na qual quase sempre toca – e o mega festival Brasília Music Festival Electronic (BMF-E), onde teve a oportunidade de tocar ao lado de nomes como Patife, Craze e Bryan Gee.

Com a crescente necessidade por novidades, o candango começou a acompanhar a sonoridade do dubstep através dos podcasts do Tranquera.org. Em contato constante com o embaixador do estilo no Brasil, Bruno Belluomini, Freeky se aprofundou e despontou como um dos grandes nomes do dubstep no país. Em 2010 já contabiliza três idas à festa número um da cena nacional, a noite do Tranquera no Vegas Club (SP).

Em 2008 se juntou ao coletivo Bigup e realizou duas edições do projeto Contrast x Bigup, trazendo para Brasília atrações como o rapper Kamau e o DJ CIA, mas em 2010 deixou o coletivo. Apaixonado pela agressividade dos subgraves, mas sem perder o gosto por melodias e timbragens harmônicas, Freeky faz sets massivos e potentes. Seu carisma e a desenvoltura nos toca-discos, adquiridos com anos de treino e pesquisa, são marca registrada do DJ mais performático da cena eletrônica da capital.

Hélio Weirdo

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